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5 passos para criar uma cultura orientada por dados

6 de dezembro de 2016

A combinação de dados e inteligência artificial está provocando a disrupção de várias indústrias. Em janeiro deste ano, a maior empresa de táxis de São Francisco, nos EUA, entrou em processo de falência. A tradicional Yellow Cab não foi capaz de sobreviver frente a competidores como Uber e Lyft, que inovaram ao usar dados e inteligência artificial em seus negócios.

Ao adotar essas tecnologias, as empresas passaram a oferecer serviços diferenciados, que agradaram a motoristas e passageiros. Entre eles, a possibilidade de avisar os motoristas os locais com maior número de clientes ou ligar para eles mais próximo da hora do cliente usar o serviço para minimizar o tempo de espera, alterar preços em função da demanda e manter a qualidade dos serviços prestados.

Porém, o uso de tecnologia somente não é suficiente. É preciso criar uma cultura orientada por dados, que permita que todos os colaboradores explorem informações para terem novas ideias. Posso listar cinco passos essenciais para que as empresas consigam adotar e estimular essa cultura. O objetivo é provocar um cenário transformador para os negócios.

Vicente Goetten édiretor do TOTVS Labs, nos EUA

Vicente Goetten é diretor do TOTVS Labs, nos EUA

1) Crie uma cadeia de fornecimento de dados para sua empresa

Todos na sua empresa devem olhar e analisar os mesmos dados. Deve haver uma versão única. Não faz sentido ter equipes trabalhando com diferentes versões de documentos. Não importa quais sejam os times, o objetivo final é o mesmo: garantir o melhor negócio para a empresa. E isso só vai acontecer se existir uma cadeia de fornecimento de dados que seja constantemente atualizada e represente a verdade.

2) Estabeleça e crie modelos de dados

Modelos de dados são a base para uma empresa orientada por eles. É preciso definir o modelo e campos para as entidades que quiser gerir, como clientes, leads de vendas e prospects e etc. Preste atenção à essa etapa, pois ela garantirá as informações que você precisa para a análise dos negócios. Por isso, tenha um cuidado especial quanto ao controle de qualidade dos seus modelos.

3) Defina dicionários de dados

Qual é a fórmula que define o seu negócio? O que é um cliente para você? Como você calcula a receita recorrente mensal, o custo de aquisição de cliente e o valor a longo prazo? Definir todos os termos claramente e disseminá-los por toda a empresa é um grande diferencial. Consolidar um dicionário de dados da empresa é uma ferramenta muito importante para educar novos colaboradores e oferecer uma única fonte de verdade, sempre que uma métrica precisar ser esclarecida.

4) Olhe o mercado – desenvolva equipes de dados e promova conhecimento de dados

O Facebook direciona ¼ dos seus colaboradores em consultas de dados todos os dias para a tomada de decisões. Na Intuit, seu fundador, Scott Cook, declarou: “Parem de ouvir seu chefe e ouçam os dados”. Na TOTVS nossas equipes de dados seguem um modelo de matriz: estão fisicamente baseadas de acordo com os produtos comercializados, porém, todos, sem exceção, respondem à equipe de dados no TOTVS Labs, nos Estados Unidos. Esse movimento nos garante a troca de melhores práticas, ao mesmo tempo em que assegura que toda a equipe esteja indo na mesma direção.

5) Use seus dados: defina a capacidade de ação e conte histórias

Chegando ao quinto passo, você já iniciou a cultura de dados na sua empresa. Está na hora de testar toda essa transformação. É o momento de olhar para essa estrutura e definir sua capacidade de ação. Antes de criar um painel ou mesmo ao avaliar algo, pense sobre a história que quer contar ou a hipótese que quer provar. Sempre pergunte: “Que decisões essa análise informará?”. As respostas te mostrarão se há necessidade de ajustes ou se você já pode usar os dados a favor dos seus negócios.

É hora de contar histórias baseadas em dados e, em vez de acreditar no instinto ou em opiniões, é possível sim confiar em dados para tomar cada decisão na sua empresa. Este é o momento em que ou você embarca nessa transformação ou vai, fatalmente, perder mercado. E aí, está pronto?

por Vicente Goetten, diretor do TOTVS Labs, nos EUA.

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