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E o que dizer do 6G? E o 7G?

3 de dezembro de 2020

Enquanto ainda existem muitas dúvidas sobre a tecnologia 5G para dispositivos móveis e sua implementação engatinha em seus estágios iniciais para o grande público, é preciso pensar além. Os chineses largaram na frente com o desenvolvimento do chamado 6G e muitos analistas e engenheiros já estão debatendo o que poderia ser ou mesmo se virá a 7G.

Um relatório publicado pela Ericsson no último dia de novembro revela que haverá 220 milhões de usuários de rede 5G no mundo até o final desse ano. Parece um número bastante impressionante e um forte indicativo de que a tecnologia está finalmente se tornando uma realidade, mas é importante ressaltar que cerca de 80% desses usuários que já terão acesso ao recurso estão localizados na China, que vem investindo pesado em infraestrutura de telecomunicações e TI de longa data. Ainda assim, mesmo esse volume de usuários é uma fração da população total do país, que dirá do planeta.

A estimativa é que 2020 termine com apenas 4% da população dos Estados Unidos com acesso ao 5G e cerca de 1% da população da Europa. Nos países emergentes, esses números caem de forma ainda mais drástica.

Ainda assim, há otimismo na adoção da tecnologia 5G. “O 5G está entrando na próxima fase, quando novos dispositivos e aplicativos aproveitam ao máximo os benefícios que ele oferece, enquanto os provedores de serviço continuam a desenvolver o 5G. As redes móveis são uma infraestrutura crítica para muitos aspectos da vida cotidiana e o 5G será a chave para a prosperidade econômica futura”, afirmou Fredrik Jejdling, Vice Presidente Executivo e Diretor de Redes.

A pesquisa também prevê que as redes 5G devem atingir a marca de 3.5 bilhões de assinantes móveis em 2026 e serem responsáveis por metade de todo o tráfego de dados no mundo.

Faltam praticamente cinco anos, mas nunca é cedo para antever o futuro.

6G!

Por 6G, entende-se o sucessor planejado do 5G que provavelmente será significativamente mais rápido, atingindo velocidades de ~ 95 Gbit / s, em frequências ainda mais altas do que antes na faixa de terahertz. O consenso é que sua implementação comercial não deve começar antes de 2030.

Entretanto, para a infraestrutura e a tecnologia estarem disponíveis em dez anos, a hora de iniciar os testes de viabilidade é agora. E a China, mais uma vez, está determinada a vencer essa corrida.

No início de novembro, a nação asiática lançou na órbita da Terra o primeiro satélite de testes para a tecnologia 6G.  Batizado de Tianyan-5, o satélite é o primeiro teste técnico da aplicação da comunicação na faixa de terahertz no espaço, segundo Xu Yangsheng, acadêmico da Academia Chinesa de Engenharia, responsável pelo lançamento.

Espera-se que a tecnologia seja 100 vezes mais rápida do que o 5G, permitindo a transmissão sem perdas no espaço para alcançar comunicações de longa distância com uma saída de energia menor, de acordo com Lu Chuan, chefe do Instituto de Tecnologia da Indústria de Satélite da UESTC, também envolvido no projeto.

Por outro lado, as principais entidades reguladoras da indústria de telecomunicações (reunidas em torno da entidade 3GPP) ainda não atingiram uma especificação sólida para o que está por vir, então, é possível que os esforços chineses nesse momento não sejam integrados no padrão final quando ele for determinado.

O satélite chinês também carrega um sistema de carga de sensoriamento remoto óptico para monitorar desastres agrícolas, prevenir incêndios florestais, verificar recursos florestais e monitorar a conservação da água e inundações nas montanhas, bem como fornecer imagens e dados de satélite em larga escala.

Outros países estão empenhados em não ficar para trás rumo ao 6G. A Universidade de Oulu na Finlândia publicou um artigo seminal que deverá servir de base para a criação de um padrão internacional. O governo japonês se comprometeu, no início desse ano, a investir 220 bilhões de yens (o equivalente a 10 bilhões de reais) na pesquisa e desenvolvimento da tecnologia. Enquanto isso, a Alliance for Telecommunications Industry Solutions (ATIS) dos Estados Unidos lançou uma iniciativa para alavancar os esforços de colocar o país na liderança do 6G.

7G?

Com o 5G ganhando o mercado de vez somente em 2026 e o 6G com previsão de começar sua aplicabilidade em 2030, seria extremamente prematuro falarmos de 7G e qualquer empresa, página, canal do YouTube que esteja promovendo essa tecnologia para breve está vendendo gato por lebre.

Para Roberto Saracco, do Institute of Electrical and Electronics Engineers, “à medida que aumentamos a frequência (algo habilitado pelo aumento da capacidade de processamento), somos confrontados com problemas de propagação e somos forçados a aumentar a potência sem fio (algo que não é permitido pelos reguladores e que diminuiria o tempo da bateria) ou fazer células menores. O último é o que precisa acontecer. O problema com células menores é que você precisa aumentar o investimento nas bordas. O número de antenas exigidas por pelo , supondo que você deseja entregar o potencial de capacidade de 5G e cobrir a mesma área, é dez vezes maior do que a rede 4G: isso significa um grande investimento em infraestrutura (em antenas, queda de fibra óptica e aluguel de espaço).”

De acordo com o engenheiro, a conta não fecha: “você se move para o THz e precisa aumentar a densidade da infraestrutura com custos exorbitantes”. Ele sequer considera uma cobertura 6G comercialmente viável no  momento. A alternativa seria uma transmissão ponto a ponto em que cada dispositivo móvel funcionaria como um nodo da rede.

A conjectura mais plausível no momento é a de que o 6G será uma fusão da rede 5G com um sistema de satélites (o que explicaria o lançamento chinês), enquanto o 7G viria justamente para dar conta da transmissão do sinal no espaço, entre os satélites que fazem parte da rede, sem necessariamente ter uma aplicação direta para o consumidor na superfície do planeta.

Nem a distância física nem a distância temporal vem impedindo “gurus da tecnologia” de colocarem mais um número na frente do “G” e, durante nossa pesquisa, chegamos a esbarrar em artigos totalmente improvisados falando até em 8G. Com os pés no chão, vamos acompanhando as novidades do 5G, que está bem mais próximo do que antes e já trará uma grande evolução, ainda que gradual, para nosso dia a dia.

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