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Disco de 360 terabytes pode durar bilhões de anos

17 de fevereiro de 2016

Pesquisadores da Universidade de Southampton, na Inglaterra, desenvolveram uma técnica de armazenamento de dados 5D que pode estocar 360 terabytes de informações em um disco de vidro que pode durar 13 bilhões de anos.

Sem sofrer qualquer tipo de desgaste, mesmo submetido a temperaturas superiores a 1000°C e sem desmagnetizar, ele pode preservar os dados guardados por mais tempo do que o Universo possui de existência.

A façanha é possível graças à gravação de nanoestruturas de vidro em grade que conseguem entregar 5 posições de leitura de bits ao invés das tradicionais 2 usadas nos dispositivos de armazenamento atuais. Como o vidro é quimicamente estável e precisa de temperaturas muito elevadas para deformar, os pesquisadores acreditam que não há perda de dados, mesmo em circunstâncias extremas e que os discos de gravação podem durar mais do que a própria Humanidade.

Confira abaixo o processo de fabricação:

Por enquanto, o processo de produção é extremamente custoso e exige condições laboratoriais para funcionar. O time da universidade já produziu discos contendo a versão mais comum da Bíblia na língua inglesa assim como o Opticks de Newton, que é a base de todo o estudo da luz e das lentes sem as quais essa tecnologia sequer existiria. Um disco contendo a Declaração Universal dos Direitos Humanos foi presenteada à ONU no mês passado.

Graças a seu modelo de gravação, os discos não precisam ser grandes. Enquanto um Blu-Ray poderia conter até 128GB de dados, um disco 5D equivalente conseguiria armazenar impressionantes 360 terabytes por um tempo infinitamente superior à vida útil do Blu-Ray.

Os pesquisadores estudam agora uma forma de disponibilizar a tecnologia comercialmente e acreditam que em algumas décadas será possível para qualquer cidadão usufruir dos mesmos benefícios dos discos 5D.

Mas mesmo que a tecnologia não se torne corriqueira, ela pode servir como uma ferramenta para museus e organizações interessados em preservar a memória da Humanidade. Para Aabid Patel, um dos estudantes de pós-graduação envolvidos na pesquisa, “quem sabe o que vai acontecer daqui a milhares de anos, ninguém pode prever isso. Mas o que nós podemos garantir é que nós temos a habilidade de armazenar a cultura, a linguagem e a essência da raça humana em um simples pedaço de vidro. Para futuras civilizações – ou o que quer que haja lá fora”.

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