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Teste Público de Segurança da urna eletrônica encontra vulnerabilidades

5 de dezembro de 2017

O Teste Público de Segurança das urnas eletrônicas revelou vulnerabilidades no dispositivo que será utilizado nas próximas eleições brasileiras e o Tribunal Superior Eleitoral apresentou um comunicado parcial dos resultados na sexta-feira passada.

O TSE irá apresentar um relatório completo do teste no dia 12 de Dezembro, mas já admitiu que pelo menos uma das equipes de segurança voluntárias que participaram do desafio foi capaz de obter acesso aos votos computados dentro da máquina.

Segundo o comunicado, o professor Diego Aranha da UNICAMP e seu time de especialistas descobriram o que foram classificadas como falhas sistêmicas importantes nas urnas eletrônicas. Entretanto, nenhum dos 16 investigadores presentes no Teste Público de Segurança conseguiu alterar os dados armazenados ou visualizar informações dos eleitores, durante os quatro dias da avaliação.

O TSE celebrou a inviolabilidade dos votos, mas garantiu que as brechas apontadas serão corrigidas a tempo para as eleições do ano que vem. O TSE também publicou um vídeo em sua conta oficial no Twitter:

De acordo com o Ministro Gilmar Mendes, atual Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o Teste Público de Segurança “demonstra que a confiabilidade, a credibilidade e a transparência são, a cada ano, mais e mais robustecidas nos componentes do sistema, tanto os de hardware quanto os relativos a softwares e equipamentos correlatos”. Mendes também agradeceu o empenho dos participantes e afirmou que trata-se de “contribuição imprescindível que a sociedade brasileira oferece ao permanente progresso desse engenho brasileiro que é a urna eletrônica e seus sistemas”.

José de Melo Cruz, coordenador de sistemas eleitorais do TSE, explicou que explicou que o Teste Público de Segurança é  “a possibilidade de pesquisadores independentes da sociedade civil se inscrever para vir aqui analisar o código da urna”, mas não é a única etapa de segurança para blindar o dispositivo. Segundo as normas adotas, 180 dias antes da eleição a urna é aberta para entidades como Polícia Federal, Partidos, Coligações e Ministério Público poderem analisar os seus sistemas. Depois dessa auditoria, os sistemas são lacrados, assinados digitalmente e trancados em cofre até a instalação nas urnas eletrônicas.

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