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5 fatos que todo departamento de TI pode aprender com Fortnite

O Departamento de TI são aqueles caras que ficam em salas escuras com ar condicionado no máximo, só jogando Fortnite o dia inteiro? Se sua resposta é “sim”, esse guia é desnecessário, já está tudo errado desde o começo. Entretanto, mesmo o mais afiado, competente e perfumado time de TI ainda pode estar comprometido por hábitos ruins derivados internamente ou da cultura da empresa como um todo. E, sim, eles podem aprender com Fortnite.

Nosso objetivo aqui é alertar sobre 5 problemas que podem estar em andamento nesse exato momento dentro da sala de TI, muito mais sérias do que uma partidinha na hora do almoço. É preciso colocar a mão na consciência, abrir os olhos para os problemas antes que eles se tornem grandes demais. Em alguns casos, é preciso auto-crítica, em outros é hora de quebrar o ciclo vicioso dentro das corporações e oferecer mais autonomia ao pessoal de tecnologia de informação.

De um jeito ou de outro, é preciso estar alerta, evitar esses desastres e, aí sim, se o cronograma permitir e a chefia concordar, jogar um Fortnite depois do expediente.

Ter uma direção e planejamento

Não adianta nada seu time saltar todo mundo junto se cada um for para um canto, certo? Uma das primeiras perguntas que um departamento de TI precisa fazer é sobre qual é a sua direção. A segunda é se essa direção está sendo mesmo seguida. O time de TI não pode simplesmente ficar à espera de problemas aparecerem, não deve ser uma equipe de apagar incêndios, mas de apresentar soluções.

Felizmente, a maior parte dos departamentos de TI (pelo menos, aqueles organizados) tem um plano de ação, um direcionamento. Só que, nem sempre o foco está correto ou todas as etapas estão delineadas corretamente. É frequente encontrar road maps focados na implementação dessa ou daquela tecnologia em larga escala para o futuro, porque essa ou aquela tecnologia É o futuro. O responsável pelo planejamento pode defender com unhas e dentes que leu na Wired ou no Código Fonte que o caminho é esse e todo mundo está usando.

Entretanto, “migrar nossas aplicações” para “tecnologia bala de prata X” em 12 meses pode levar a empresa inteira para uma emboscada difícil de sair, aprisionar os negócios com uma solução ou fornecedor ou consumir recursos que seriam melhor empregados em outra ponta do processo. A tecnologia de informação é a ferramenta, não o propósito. Ela é o caminho, não o destino. Ela existe para preencher uma estratégia de negócios: “com essa tecnologia será possível liberar recursos que, no momento, estão mal-aplicados ou irão assegurar a estabilidade das operações nas novas condições de competitividade”. Ou algo assim.

Selecionar o time certo

Ninguém nasce sabendo e mesmo quem sabe de tudo pode sofrer um apagão no campo de batalha. Uma das grandes falhas do setor de TI é acreditar que o candidato certo obrigatoriamente é a pessoa com as habilidades certas e não o sujeito mais preparado para aprender e se adaptar.

É comum também encontrar ofertas de emprego no setor com uma lista absurda de requisitos técnicos, de Photoshop a COBOL, quando tudo que a vaga precisa é um analista de banco de dados minimamente competente. Aquilo que é exigido é tão amplo que não há candidatos que se qualifiquem e isso pode afastar justamente aquele profissional que teria muito a acrescentar ao time. Não apenas porque o profissional pode se imaginar fora da competição mas também porque o candidato pode imaginar que sua empresa está querendo um “faz-tudo” sem chance de crescimento.

Não raro, esse é um problema que extrapola as atribuições do time de TI, mergulhando na cultura geral da empresa ou especificamente nos recursos humanos. É preciso rever essa mentalidade e inserir a equipe de TI no processo, para um randômico não acabar pulando de para-quedas junto com todo mundo.

Saber a hora de dizer “não, isso não vai dar certo”

Tem que ter alguém para dizer: “isso vai dar ruim”. Não é ser negativo, não é politicagem de departamentos, é apenas olhar para o que está sendo proposto e imaginar a catástrofe que será lá na frente. Infelizmente, líderes de TI costumam ter o péssimo hábito de tentar agradar a todos os setores e dizer “sim” com mais frequência do seria saudável.

Com o tempo, tem gente demais nesse avião, tem um amplo portfólio de aplicações, serviços e tecnologias rodando simultaneamente na empresa, não necessariamente integradas. O resultado é um departamento de TI que precisa gastar mais tempo gerenciando esse balaio de gatos do que pensando ou implementando soluções efetivas.

Para o bom convívio e uma eficiência garantida é preciso que seja encontrado o ponto de equilíbrio para se descobrir o que o usuário final realmente necessita, de preferência de uma forma unificada e coesa. Isso não é possível sem um perfeito entendimento dos negócios e dos objetivos da empresa como um todo e um conhecimento amplo das tecnologias que podem convergir para atender essas metas.

Conhecer o momento exato de saltar no vazio

Se não correr, a tempestade pega. De nada adianta ficar parado na mesma posição, por melhor que ela seja e acertar o tempo exato de avançar é fundamental para a vitória. Quem vive de TI sabe: a velocidade da inovação destrói tudo pelo caminho e quem ficar para trás está fora do jogo. Tão ruim quanto pular às cegas em uma nova tecnologia experimental é perder o momento certo de implementá-la.

Ser o primeiro no solo pode muitas vezes ser a chave do sucesso. É preciso ter em mente que ser early adopter possui uma cota de obstáculos: bugs ainda não corrigidos, falta de suporte e documentação ou estudos de casos insuficientes. Por outro lado, ser o último a adotar uma solução pode significar uma concorrência fortemente armada e aquela inovação já não tem mais o mesmo impacto competitivo.

Esse é outro problema que pode levar a uma catástrofe mas que não depende necessariamente de uma falha interna do departamento de TI. Adoção de projetos pode depender de aprovação externa, pode depender de relatórios corretos internos sobre as reais necessidades da empresa e até mesmo fornecedores podem trazer informações maquiadas sobre as vantagens de uma nova tecnologia.

Desta forma, saber o momento certo de saltar no vazio é um talento que exige experiência e visão de negócios.

Treinamento inadequado

Agora vamos imaginar que o departamento de TI acertou o momento correto de implementar uma nova tecnologia capaz de atender às reais necessidades da empresa. Ainda assim, a derrota está ali na esquina por conta de um fator que deveria ser previsível: o usuário final não entendeu como operar.

Em muitas empresas e órgãos governamentais, “detalhes” como documentação e treinamento de usuário continuam sendo condenados a segundo plano. Você tem uma fortaleza construída, posição elevada, as melhores armas, mas absolutamente ninguém sabe como usar uma mira. Mesmo uma solução tecnologicamente competitiva, com vantagens inerentes e redução de custos pode se revelar um problema em mãos inábeis.

Frequentemente, tudo que precisa é um pouco de treinamento ou mesmo um processo gradativo para que aquela solução atinja seu real potencial. Mas não é raro encontrar times de TI que acreditam que o serviço acaba no momento em que a aplicação está rodando. Não existe jogo ganho até o último minuto e isso também depende do engajamento do usuário final.

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