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Donald Trump é duramente criticado por gigantes da tecnologia

A relação já estremecida entre os principais gigantes do Vale do Silício e o Presidente dos Estados Unidos Donald Trump atingiu um novo patamar de desconforto no início da noite desta quinta-feira.

A decisão de Trump de tirar os Estados Unidos dos Acordos Climáticos de Paris causou polêmica no Vale do Silício e levou vários líderes a manifestarem repúdio.

O Presidente norte-americano anunciou pessoalmente dos jardins da Casa Branca que o país estava rompendo com o pacto firmado entre as nações para fiscalizar a indústria, reduzir emissões poluentes e colocar um freio no processo de aquecimento global. Trump, que nega a existência do fenômeno comprovado cientificamente, argumenta que o recuo foi realizado para “proteger a América e seus cidadãos” e que irá buscar, se possível, um acordo mais favorável ao complexo industrial dos Estados Unidos.

De imediato, o magnata da tecnologia Elon Musk anunciou seu desligamento de duas comissões que assessoravam diretamente Donald Trump. Criticado anteriormente por se manter ao lado do Republicano, mesmo após se opor a ele durante a campanha eleitoral, Musk havia argumentado que se “engajar em questões críticas irá em equilíbrio servir a um bem maior”. Mas a saída dos Acordos de Paris foi a gota d’água. Musk havia exercido pressão para que Trump não tomasse essa decisão e prometido que renunciaria a sua posição. E cumpriu:

Líderes de 25 empresas de tecnologia dos Estados Unidos, incluindo Apple, Google, Facebook, Microsoft, Adobe e Intel, haviam assinado previamente uma carta pedindo que os Estados Unidos permanecesse fiel ao pacto estabelecido em Paris para combater o aquecimento global. A carta foi publicada em anúncios de página inteira em diversos jornais e declarava que o acordo “beneficia os negócios dos EUA e a economia dos EUA de muitas maneiras”.

Após o anúncio do Presidente, o Sundar Pichai, CEO do Google, usou o Twitter para manifestar seu desapontamento e declarar que sua empresa continuará lutando por um futuro “mais limpo”. Brad Smith, Presidente da Microsoft, utilizou o mesmo canal para expressar sua reação e divulgar um comunicado completo da empresa contrário à decisão de Trump.

Mark Zuckerberg, CEO e fundador do Facebook, usou sua própria rede social para tecer críticas à saída dos Estados Unidos dos acordos climáticos: “é mau para o ambiente, mau para a economia e coloca o futuro dos nossos filhos em risco”.

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