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Koch Media adquire direitos sobre Homefront da Crytek e assume desenvolvimento

30 de julho de 2014

Atualização – 14:53 hrs: acabamos de receber um press release da Crytek a respeito deste assunto, e a empresa menciona (inclusive, questionamos tal detalhe, mais abaixo) que a equipe de seu estúdio em Nottingham que trabalha atualmente em Homefront: The Revolution” será transferida para a Koch Media, continuando o trabalho no jogo.

A Crytek também fala a respeito de sua transição de “desenvolvedora para publisher“, e mais uma vez, valores não são mencionados. Mas seu CEO, Cevat Yerli, trata o acordo com a Koch Media como algo estratégico e diz que ele permitirá que a empresa “continue com seus objetivos ambiciosos para se tornar uma publisher online“.

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E parece que a Crytek não vai indo muito bem, mesmo. Foram muitos os rumores (negativos) a respeito da empresa alemã, incluindo alguns sobre uma possível falência. Nos últimos dias, a empresa finalmente conversou com a imprensa, e disse que estava “em fase de transição“.

A desenvolvedora chegou a dizer que havia conseguido o dinheiro necessário para continuar funcionando, mas se negou a informar quem forneceu o dinheiro. Um dos grandes próximos lançamentos da Crytek é, ou melhor, seria, Homefront: The Revolution.

E tudo mudou bastante, pois hoje a Koch Media anunciou que, juntamente com a Deep Silver (uma de suas subsidiárias), adquiriu os direitos sobre a marca Homefront da Crytek, incluindo, claro, Homefront: The Revolution e quaisquer assets relacionados.

Não somente isto: a Koch Media também informou que o desenvolvimento do jogo será assumido por um de seus novos estúdios, a Deep Silver Dambuster Studios, sediada em Nottingham (outros estúdios da Koch Media são a Deep Silver Volition e a Deep Silver Fishlabs).

Os valores da negociação não foram mencionados, e também não se sabe se esta é a operação que forneceu o dinheiro necessário para que a Crytek continuasse na ativa.

Homefront: The Revolution

Estamos entusiasmados por ver outra grande IP juntando-se ao universo Deep Silver. Nós acreditamos fortemente no potencial de Homefront: The Revolution e confiamos na nova equipe para continuar no caminho em que têm andado nos últimos anos“, disse o Dr. Klemens Kundratitz, CEO do Koch Media Group.

Aliás, sobre esta frase: teriam alguns funcionários da Crytek “migrado” para a Koch Media? Bem, a Crytek adquiriu os direitos sobre a marca Homefront da falida THQ quando esta foi desmantelada, vendida aos pedaços, por meros 500 mil dólares. Nada foi dito pela Koch Media, aliás, sobre a data de lançamento de Homefront: The Revolution, o qual estava previsto para 2015.

Algumas perguntas e considerações

Ficam algumas dúvidas, entretanto, inclusive a respeito a Crytek. Ou melhor, sobre o porque da empresa ter vendido tal franquia e ter desistido inclusive do desenvolvimento. Estaria a desenvolvedora responsável pela CryEngine em uma situação bem pior do que a que deixa transparecer em seu comunicado da semana passada? Teria tudo sido apenas uma maneira de acalmar os ânimos e, quem sabe, enrolar? Teria ela vendido seus direitos sobre a marca motivada pelo desespero?

A Koch Media e, consequentemente, a Deep  Silver, acabam também ganhando mais força. Com o fim da THQ, o grupo também adquiriu outras franquias e estúdios famosos, como por exemplo a Volition e a série Saints Row, além da franquia Metro e, agora, finalmente, Homefront.

Quem aguardava por um Homefront: The Revolution com o altíssimo padrão gráfico da Crytek agora pode também ter motivos para se preocupar, sem contar que permanece uma grande preocupação sobre uma das mais famosas séries da empresa, Crysis: veremos algum outro Crysis, algum dia?

E será esta nova equipe que o CEO da Koch Media menciona capaz de entregar algo tecnicamente tão sensacional quanto aquilo que estamos acostumados a ver saindo dos “fornos” da Crytek? Só o tempo dirá, infelizmente. E, infelizmente, tudo isto acaba sendo bastante triste, também.

Ver uma empresa como esta meio que “entregando os pontos”, assim, preocupa bastante, e nos faz lembrar um pouco do leilão da THQ, através do qual a empresa foi vendida em pedaços. Por outro lado, também não deixa de ser interessante tentar imaginar o que farão a Koch Media e a Deep Silver com Homefront: The Revolution.

Homefront: The Revolution

Isto sem falar que estamos falando de uma publisher bastante diferente das atuais gigantes do mercado, como Activision e Electronic Arts, por exemplo. Concorrência é algo sempre saudável, como sabemos. Vamos aguardar pelos próximos capítulos, e torcer tanto pela Crytek quanto pela nova proprietária de Homefront: The Revolution.

Mas Homefront, de 2011, ainda evoca boas lembranças. O título, desenvolvido pela hoje também extinta Kaos Studios (fechada pela própria THQ ainda em 2011), nos colocava em uma realidade na qual os Estados Unidos não eram a nação mais poderosa. Ou melhor, em uma realidade na qual os EUA sofreram um ataque EMP devastador por parte de uma grande nação formada pelas Coreias do Sul e do Norte, e foi reduzido a praticamente nada.

Neste Homefront, o jogador luta contra os coreanos, em um país dominado pelo caos e por tropas coreanas que são extremamente violentas. E apesar de não ser uma sequência direta, Homefront: The Revolution aproveitaria o mesmo universo, contaria com um mundo aberto e também seria ambientado em um país (EUA) que sofre nas mãos dos coreanos e no qual o jogador faria parte de um grupo de resistência.

Além disso, ele era, ou ainda é, quem sabe, um jogo que faz uso da CryENGINE, o poderoso motor da Crytek. Mas, como disse acima, vamos aguardar.

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