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YouTube fecha o cerco contra o discurso de ódio e comentários tóxicos

12 de dezembro de 2019

Não se passa um semestre sem que o YouTube seja alvo de críticas sobre sua postura contra a toxicidade e o assédio na plataforma e não se passa um semestre sem que seus administradores adicionem novas políticas para combater esses dilemas.

A recente repressão aos vídeos direcionados a menores de idades ainda nem teve sua polêmica absorvida pelos produtores de conteúdo, para o bem ou para o mal, e o YouTube já anunciou nessa quarta-feira (11) um endurecimento maior em seus termos de uso, assim como novas ferramentas para tentar desenvolver um ambiente hospitaleiro para todos.

“Assédio fere a nossa comunidade, tornando as pessoas menos inclinadas a compartilhar suas opiniões e interagir com as outras”, constata o comunicado oficial. Por conta dessa situação, o YouTube revelou que irá agir com mais rigor contra ameaças e ataques pessoais, aplicará consequências mais duras contra quem viola suas regras constantemente e aplicará ferramentas de auto-gerenciamento para reduzir o volume de comentários tóxicos.

São medidas mais ou menos óbvias que nos levam a questionar porque não foram realizadas antes ou que nos dão a sensação de que sim,  já haviam sido anunciadas antes, e a história apenas se repete.

No caso do combate a ameaças e ataques em vídeos, o YouTube sustenta que sempre se prontificou a remover de imediato conteúdo que se enquadre nessas categorias, embora essa nem sempre seja a realidade disponível na plataforma. Apesar das falhas percebidas no passado, o YouTube se compromete a partir de agora a também coibir ameaças e ataques velados ou subentendidos, seja a grupos ou indivíduos. Linguagem depreciativa também será combatida com o mesmo rigor, de acordo com os administradores do serviço: “não vamos mais permitir conteúdo que maliciosamente insuleo alguém com base em seus atributos como raça, expressão de gênero ou orientação sexual. Isso se aplica a todos, de particulares, para criadores do YouTube, a funcionários públicos”.

Padrões de comportamento repetitivo que fiquem no limite do considerado ofensivo também serão classificados como nocivos de agora em diante, embora os detalhes sejam vagos: “canais que repetidamente se chocarem contra a nossa política de assédio serão suspensos” do programa de parcerias que permite a monetização do conteúdo. Infratores que insistirem em seus erros poderão ver conteúdo removido ou seu canal permanentemente banido da plataforma.

E, por último, o YouTube revelou que irá adotar medidas mais fortes contra o uso nocivo dos comentários, uma das principais fontes de toxicidade e assédio no serviço. Apenas no terceiro trimestre desse ano, cerca de 16 milhões de comentários que violavam as políticas de uso da plataforma foram removidos por seus administradores. As mudanças vistas acima serão aplicadas também em relação a comentários e o YouTube espera que esses números saltem agora no final de ano.

Além de uma postura ativa na questão dos comentários, o YouTube está também implementando recursos que permitem um maior controle sobre a conversação para os produtores de conteúdo. Quando o algoritmo não consegue identificar de imediato a violação de conduta em um comentário, esse comentário é marcado para ser analisado pelo proprietário do canal antes de sua publicação. Esse recurso era opcional até o início desse ano mas vem sendo implementado como padrão dentro do serviço. A funcionalidade teria ajudado a reduzir em 75% o volume de toxicidade na área de comentários dos vídeos, de acordo com o YouTube.

Como sempre, não são soluções que irão erradicar os problemas do YouTube da noite para o dia, mas qualquer passo nessa direção é sempre bem-vindo. Segundo o comunicado, “estamos empenhados em continuar revisitando nossas políticas regularmente para garantir que eles estão preservando a magia do YouTube, ao mesmo tempo, viver acima das expectativas de nossa comunidade”.

 

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