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Gadgets vestíveis: o futuro já começou

17 de fevereiro de 2014

Especialistas apontam para os gadgets vestíveis como a nova tendência no mercado de tecnologia. De relógios inteligentes ao Google Glass, as empresas têm investido nestes acessórios que prometem ser comuns na vida das pessoas em pouco tempo. Neste artigo, o country manager da GeneXus Brasil, Gerardo Wisosky, comenta o tema:

“Em janeiro passado os apaixonados por tecnologia tomaram conhecimento de algumas novidades em uma grande feira realizada nos Estados Unidos. Entre TVs gigantes, telas flexíveis e impressoras 3D, surgiram também diversos aparelhos que unem os conceitos de tecnologia com praticidade: os wearable gadgets, ou acessórios vestíveis. São relógios, pulseiras e até mesmo óculos especiais que apresentam diversas funções: de conferir a chegada de um e-mail até monitorar a distância percorrida nas suas últimas corridas.

Pebble

Pebble

Um dos lançamentos foi o novo modelo do relógio inteligente Pebble, lançado em 2013 através de um financiamento coletivo do Kickstarter e que ajudou a inaugurar a nova onda de tecnologia vestível. Mesmo com o lançamento do novo modelo com pulseiras em aço inoxidável e de uma loja de aplicativos desenvolvidos exclusiva para o gadget, era perceptível uma certa decepção nos corredores da feira.

Gadgets vestíveis fazem parte do imaginário das pessoas sobre como será o futuro. Em diversos filmes é possível encontrar bons exemplos. Mas mesmo hoje já sendo possível adquirir um destes acessórios, as pessoas ainda não acreditam na sua utilidade. Pesquisa realizada pela Harris Interactive mostra que 46% dos entrevistados afirmaram não ver nenhum benefício real nestes aparelhos. Entendo esta desconfiança por parte das pessoas, mas acredito que tudo é uma questão de tempo: os gadgets vestíveis ainda serão sensação no mundo da tecnologia, no entanto eles ainda não estão prontos para a realidade atual. Vários analistas entrevistados durante a feira confirmaram esta informação, explicando que a maioria ainda funciona apenas como uma extensão de outros dispositivos.

Apesar da atual descrença, precisamos investir nesta nova realidade. A empresa que conseguir entregar ao seu cliente um dispositivo relevante, que se diferencie dos demais, vai sair ganhando. Precisamos estar preparados para este momento.

Os grandes nomes da tecnologia já mostram sinais de que entenderam esta lógica: a Intel, por exemplo, tem trabalhado em uma linha de microchips ultra-pequenos e eficientes para dispositivos de tecnologia vestível. São chips cinco vezes menores e dez vezes mais eficientes que a linha desenvolvida para tablets e smartphones.  O Google Glass e toda a expectativa gerada pelos rumores sobre o suposto iWatch da Apple também provam que as empresas acreditam que esta nova tecnologia representa o futuro.

google-glass

Google Glass

Ter estes dispositivos presentes em nossas casas e no trabalho é apenas uma questão de tempo. E assim, abre-se um novo mercado: o de softwares e aplicativos para dispositivos vestíveis. Fazendo uma busca rápida na internet, já encontramos empresas que saíram na frente e estão trabalhando com isso. É possível encontrar jogos, agregadores de notícias, monitores de corrida, timers, apps de controle remoto e muitos outros para smartwatches. Como Google Glass não é diferente, tempos atrás até mesmo um aplicativo de conteúdo adulto ganhou as manchetes do jornal.

Quem trabalha com tecnologia precisa estar sempre atento às novidades mais recentes. Em pouco tempo estes dispositivos farão parte do nosso cotidiano. Alguns analistas acreditam que essa revolução começará ainda este ano. Os desenvolvedores que conhecerem esta tecnologia e aprenderem a criar softwares específicos para estes dispositivos certamente estarão a frente de seus colegas.

O mercado de trabalho como um todo apresenta um cenário bastante positivo para os desenvolvedores. Pesquisa do site de busca de empregos Adzuna mostra que houve crescimento de 23% na oferta de emprego por parte das startups brasileiras. Entre as oportunidade mais encontradas, estão desenvolvedor web, desenvolvedor mobile (Android e iOS) (34%) e profissionais de TI, como analistas de sistemas e administradores de rede (17%). Imagine quando os gadgets vestíveis tornarem-se tão usuais quanto nossos celulares. A demanda por este tipo de profissional irá crescer exponencialmente.

wearable

Antes destes aparelhos tornaram-se rotina em nossas vidas, muitas questões ainda precisam ser discutidas, como privacidade e segurança das informações. Esta realidade, no entanto, está cada vez mais próxima. É preciso estar atento para as novas oportunidades que irão surgir. Quem sempre sonhou com dispositivos dignos de filmes de ficção científica tem muito o que comemorar, pois parece que esta espera em breve chegará ao fim.”

Gerardo Wisosky é Country Manager Brasil de GeneXus International – empresa que desenvolve GeneXus – ferramenta de desenvolvimento de sistemas que permite criar aplicativos para as linguagens e plataformas mais populares do mercado, sem necessidade de programar

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