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Que fim levou? 10 inovações da CES que não decolaram

18 de janeiro de 2016

Semana passada terminou mais um Consumer Electronics Show, vulgo CES, e nós trouxemos para vocês 16 destaques da edição desse ano.

Mas a grande verdade é que por dentro eu estava imaginando quantas dessas tecnologias ainda serão lembrada daqui a um ano… às vezes o que acontece em Vegas, fica em Vegas e trazemos aqui 10 “inovações” de CES passadas que não decolaram ou porque estavam à frente do seu tempo ou porque eram conversa para boi dormir ou simplesmente porque, olhando assim, bem de perto, eram ridículas demais para existirem.

1) Polaroid GL20

Polaroid-GL20-Camera-Glasses-by-Lady-Gaga

Em 2011, Lady Gaga estava no auge da sua fama e a Polaroid acreditou que a popstar poderia colocar a empresa de volta na boca do povo. A cantora foi nomeada diretora criativa da Polaroid e na CES daquele ano ela protagonizou a apresentação bombástica de uma nova linha de produtos, incluindo o GL20. O gadget era o fruto mais louco da parceria: um óculos futurista de captura de imagens e vídeos que poderia enviar dados para um fone de ouvido USB. Três anos depois, Lady Gaga se desvinculou da Polaroid e os óculos nunca foram lançados.

Agora, a exótica cantora se associou com a Intel durante a CES 2016 para anunciar um “projeto secreto” a ser revelado no Grammy. Será a volta do GL20, com outro nome? Ou algo ainda mais extravagante?

2) Belty

belty

Se você achou que o cinto inteligente da Samsung era uma ideia nova é porque não se lembra mais do cinto realmente inteligente Belty. Enquanto o produto da Samsung é “inteligente” para registrar dados biométricos, o Belty é inteligente naquilo que um cinto deve fazer: se ajustar à cintura do usuário. Através de motores embutidos, o Belty se expande ou contrai de acordo com a posição de quem veste ou seu nível de “chutei o balde” no rodízio.

Desde que você não ligue para o visual feio de doer que arruína qualquer estilo ou com o estranho barulho que ele deve emitir quando você senta ou levanta, o Belty não era uma ideia tão ruim assim. Mas o produto que deveria ter saído em 2015 nunca viu as prateleiras. A empresa ainda aceita pré-venda, mas o novo prazo é 15 de Dezembro de 2016. Será que vai?

3) Toshiba Cell TV

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Essa televisão da Toshiba era o sonho de consumo de quem curte aquele X-Tudo com tudo mesmo, sem medo de ser feliz. A Cell TV trazia no seu interior um processador Cell, o mesmo utilizado no PlayStation 3, mas também tinha tela plana LCD, conexão Wi-Fi veloz para exibição de vídeos de gatinhos do YouTube, um tocador de Blu-Ray integrado, suporte a 3D com a capacidade de adicionar uma terceira dimensão mesmo a conteúdo que não foi projetado para 3D e um disco rígido de 1TB para você armazenar seu conteúdo. Só não fazia cafezinho nem rodava VHS, mas, de resto, era um canivete suíço.

Mas a Toshiba não fazia ideia do preço que o elefante branco iria custar nem quando chegaria ao mercado. A primeira linha de Cell TVs teria o nome de “Illusion”. E a Toshiba cumpriu: a ilusão jamais se concretizou.

4) Palm Pre e o WebOS

palm-pre

Em 2009, a Palm acreditou que ainda teria espaço no mercado de smartphones e que seria possível introduzir uma nova plataforma. E todo mundo entrou na pilha: o Palm Pre e a o sistema operacional WebOS ganharam o prêmio de Melhor da CES naquele ano.

Mas ganhar prêmio e ganhar a preferência do público são coisas bem distintas. A HP não sabia disso e comprou a Palm pensando no poder do WebOS. Enquanto isso, os usuários reclamaram de problemas de hardware com o aparelho, o iPhone engoliu a concorrência com seu vasto universo de aplicativos e o Pre sumiu na bruma do tempo. A HP ainda insistiu no WebOS por um período, mas acabou vendendo o sistema para a LG e, em 2015, o último prego no caixão foi martelado com o desligamento de seus servidores na nuvem.

5) Sony QRIO

sony-qrio

Não tem como não olhar para imagem desses robôs dançando no palco e imaginar: “isso será um sucesso” ou “isso será um fracasso”. Não havia meio termo para o Sony QRIO. Na CES, ele parecia saído direto de um seriado de ficção-científica dos anos 70: ele dançava, saudava, se mexia e… não fazia muita coisa além disso no final das contas.

A Sony foi visionária na presença dos robôs no cotidiano, mas o mercado não estava preparado para o que era basicamente um brinquedo extremamente sofisticado sem utilidade prática e o pobre QRIO sequer chegou a ser comercializado. Em 2006, ele foi descontinuado (junto com o muito mais popular robô-cachorro Aibo) e o futuro anunciado ficaria ainda um pouco mais distante para todos. Ou isso, ou a Sony tomou a decisão certa e adiou o apocalipse robótico por uma década e nós devemos ser gratos.

6) Kerbango

Kerbango

O ano de 2000 foi um período muito estranho, logo depois que todo mundo acreditou que sistemas e serviços iriam parar por causa do bug do milênio. É a única explicação para a criação do Kerbango, um produto de nome estranho, visual precário e propósito inusitado: ele era um rádio capaz de tocar estações de rádio através da Internet com uma conexão discada (ou banda larga).

Olhe com cuidado e você perceberá que ele é essencialmente um radinho de pilha grudado em um modem.

7) Cell-Mate

cell-mate

O sujeito que concebeu o Cell-Mate e o levou para um estande na CES em 2009 deveria ter ganho o prêmio de Cara de Pau da Década, visto que o gadget é o típico produto que você vê em lojinhas de 1,99 e sente vergonha alheia por quem usa. Para resolver o problema de quem precisa utilizar um smartphone, mas também precisa manter as mãos livres, o sujeito inventou um prendedor de celular. É isso. Podia amarrar com fita crepe na cabeça que funcionaria do mesmo jeito.

Mas marketing é tudo e o fabricante anunciava a tosqueira como vantagem: “não precisa de plugues, nem baterias, não precisa se preocupar com perda de qualidade de som devido a um alto-falante de baixa qualidade, nada de sinais de Bluetooth para sincronizar, apenas o seu telefone, como você sempre conheceu”.

Entretanto, até o melhor marketing pode fracassar: o nome do “aparelho” é o mesmo de “companheiro de cela” em inglês, algo que ninguém em sã consciência associa com coisas boas…

8) Apple Pippin

pippin

Você acha que a Apple nunca erra e que a empresa tem o toque de Midas? Precisava ter visto ela nos anos 90…

Hoje ela domina 70% do mercado de jogos em plataformas móveis com seus iPhones e iPads que nem foram concebidos se pensando em jogos, sufocando os consoles portáteis. Mas em 1996, a Apple tentou uma cartada ainda mais ousada para competir em pé de igualdade com os consoles da sala de estar.

O Pippin foi resultado de uma parceria com a Bandai e tinha uma proposta ousada para a época: iniciar a febre dos jogos online. Mas é difícil conseguir isso quando você não entende o mercado, você tem um modem interno de 14.400, seu dispositivo custa mais do que o dobro da concorrência e seu portfólio de títulos é minguado. Resultado? O Pippin vendeu menos de 10 mil unidades em todo o mundo e é assunto proibido nos corredores da Apple.

9) Sen.se Mother

mother

O que você acha de um dispositivo capaz de monitorar tudo o que você come, onde você está dentro de casa, que passos você dá, que portas são abertas, que horas você chega ou sai? Vinte e quatro horas do dia, sete dias por semana? Um dispositivo que fica parado em um canto da sala com um sorriso enigmático e olhos que brilha no escuro? E que se chama “Mãe”?
Embora o Sen.Se Mother não possa ser considerado um fracasso e esteja vendendo, eu não confiaria nessa coisa dentro de casa. Na calada da madrugada. Vigiando. Sorrindo.

10) SPOT

microsoft-watch

Se Toshiba, Sony, Apple e até Lady Gaga tem sua cota de fiascos em CES, porque a Microsoft sairia impune? Em 2003 ela foi com muita sede ao pote e lançou um smartwatch mais de dez anos antes da tecnologia estar pronta. Com direito a Bill Gates posando de garoto-propaganda.

O Microsoft SPOT vinha integrado com um serviço que custava 60 dólares ao ano para funcionar, estava disponível em apenas 100 cidades, tinha um visor monocromático e muito poucos recursos. Mas foi o próprio avanço da tecnologia móvel que matou o dispositivo.

Com o crescimento dos smartphones, o SPOT foi perdendo uma relevância que nunca chegou a ter. Um ano depois do lançamento do iPhone, a Microsoft parou a fabricação.

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