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DeepMind está aprendendo estratégia militar com StarCraft II

10 de agosto de 2017

Seria mesmo uma boa ideia ensinar estratégia militar e conflito de raças para uma Inteligência Artificial? Elon Musk certamente não aprovaria

Mas é exatamente isso o que está acontecendo a partir de uma parceria entre a desenvolvedora de jogos Blizzard e os pesquisadores responsáveis pelo desenvolvimento do famoso DeepMind.

A Inteligência Artificial que aniquilou os maiores jogadores de Go recentemente está disposta a triunfar em um novo campo de batalha e está aprendendo a jogar StarCraft II, o título de estratégia espacial da empresa norte-americana. Seus criadores acreditam que o jogo pode ser uma excelente plataforma para ensinar princípios de memorização e planejamento. “Testar nossos agentes em jogos que não foram desenhados especificamente para pesquisa de Inteligência Artificial é crucial para avaliar a performance dos agentes”, afirmam.

Confira o vídeo de demonstração da pesquisa:

As ferramentas desenvolvidas pela equipe da DeepMind estão sendo compartilhadas com toda a comunidade científica de pesquisa de Inteligência Artificial. É importante frisar que, embora existam “inteligências artificiais” em jogos eletrônicos desde seus primórdios, a abordagem utilizada aqui é conseguir um algoritmo externo ao código do jogo, que interprete os mesmos sinais visuais e auditivos que um humano recebe e reaja com suas próprias estratégias, sem trapaças.

Os pesquisadores destacaram a complexidade de StarCraft II e jogos do gênero para Inteligências Artificiais: “enquanto o objetivo do jogo é vencer o oponente, o jogador deve também conduzir e balancear um número de sub-objetivos, como coletar recursos ou construir estruturas. Além disso, o jogo pode levar de alguns minutos a uma hora para completar, significando que ações realizadas cedo no jogo podem não dar resultados a longo prazo. Finalmente, o mapa está apenas parcialmente visível, significando que os agentes devem usar uma combinação de memória e planejamento para obter sucesso”.

Juntando todos os campos de interesse de DeepMind revelados nos últimos meses, temos então uma Inteligência Artificial capaz de leitura labial, movimentar unidades físicas individualmente por ambientes complexos e desenvolver estratégia militar de médio e longo prazo. O que poderia dar errado?

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