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Diretor do FCC rebate gigantes da tecnologia sobre neutralidade da rede

29 de novembro de 2017

Ajit Pai, o controverso diretor da Federal Communications Commission dos Estados Unidos, se irritou contra os opositores a suas propostas à frente da comissão e teceu duras críticas aos gigantes da tecnologia.

Durante um evento em Washington nessa terça-feira, Pai atacou celebridades e empresas que se opõem ao fim da regulamentação implementada durante o governo Obama e manteve suas convicções sobre as mudanças das regras.

Recentemente, sua proposta de alteração foi alvo de um abaixo-assinado conduzido por mais de 200 empresas de tecnologia de todos os portes e criticada por personalidades do mundo do entretenimento, como a cantora e ativista Cher e o ator  Mark Ruffalo, assim como políticos Democratas que também se opõem ao projeto. Entretanto, Pai não se deixou abalar pelos protestos e disparou: “eles podem disfarçar sua advocacia como interesse público, mas o interesse real desses gigantes da internet é o uso do processo regulatório para consolidar seu domínio na economia da internet”.

O diretor da FCC também questionou a oposição de “celebridades de Hollywood, cujo grande número de seguidores online dá influência de tamanho desproporcional para moldar o debate público”. Enquanto Cher se manifestou previamente afirmando que as novas regras irão “incluir MENOS AMERICANOS NÃO MAIS”, Pai rebateu que as mesmas regras irão “expandir as redes de banda larga e trazer acesso de internet de alta velocidade a mais americanos, não menos”.

Mas os ataques mais duros foram direcionados contra as empresas de tecnologia e contra o Twitter especificamente: “eu amo o Twitter. Mas não nos enganemos; quando se trata de uma internet gratuita e aberta, o Twitter é uma parte do problema. A empresa tem um ponto de vista e usa esse ponto de vista para discriminar” .

Ajit Pai esclareceu que o Twitter não está sozinho nesse comportamento e acrescentou: “apesar de todas as conversas, e todo o medo, que os provedores de banda larga poderiam decidir o que os consumidores de conteúdo da internet podem ver, a experiência recente mostra que os chamados provedores de conteúdo estão de fato decidindo o conteúdo que eles vêem. Esses provedores rotineiramente bloqueiam ou discriminam conteúdo que não gostam”.

A despeito dos protestos, o Federal Communications Commission deverá se reunir no dia 15 de Dezembro para decidir o futuro da internet em um dos países mais influentes nos rumos que a tecnologia toma no mundo inteiro.

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